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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Suspensão da extração do gás de xisto no Brasil


Inspiradora ação de moradoras de São Vicente Ferrer contra o Fracking
Integrantes da Coalizão Não Fracking Brasil – coordenada pela Coesus em parceria com a 350.org/Brasil e outras entidades – participaram de audiência pública, na última semana, na Câmara Federal, para debater o projeto de Lei 6904/2013 que propõe a suspensão da exploração do fracking no Brasil por 5 anos. O fracking é uma tecnologia para a extração do gás do xisto, através da perfuração profunda do solo, onde é inserida tubulação e injetada grande quantidade de água e mais de 600 solventes químicos. Estudos comprovam que, nos locais onde o fracking foi adotado, ocorreram danos à saúde da população e ao meio ambiente, entre eles, a escassez e contaminação da água e a infertilidade do solo.


Como age o Governo Federal
Mesmo diante dos perigos do fracking como alternativa energética, o governo brasileiro autorizou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a leiloar 240 blocos de exploração em 2013 e para este ano já anunciou que vai leiloar, em Outubro, mais 269. Para a 13ª Rodada, há blocos em cima dos Aquíferos Serra Grande e Guarani no Paraná e São Paulo, próximos ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, e na parte sul da floresta amazônica, já no Acre. Durante os debates na Câmara, representantes do Ministério das Minas e Energia (MME) admitiram que o fracking é perigoso e que estão trabalhando para a contenção de danos. “O Governo continuará o fraturamento em bacias sedimentares, utilizando uma tecnologia que o país não domina, difícil, cara e arriscada”, disse o coordenador da Coesus, Juliano Bueno de Araújo.
Exploração no Paraná
No Paraná, foram realizadas audiências públicas, especialmente na região Oeste do Estado, onde estão as maiores reservas de gás de xisto, para obter por meio de leis municipais a proibição do fracking Brasil. Ao todo, 123 cidades do Paraná serão atingidas pelo fracking. Mais informações em: 350.org

Fonte: Bem Paraná - 08/07/2015