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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Europeus participam de construção de nova hidrelétrica na Argentina

As fronteiras europeias e sul americanas vem se diminuindo nos últimos 10 anos, dando lugar a novos acordos e pesquisas ambientais que possam ajudar a manter a energia sustentável mais cabível para a utilização em ambos os continentes em reuniões que acabaram favorecendo ambos. Isso deve reforçar os laços em áreas estratégicas como transporte, energia, tecnologias espaciais e militar.



No decorrer de 2014, a companhia russa Inter RAO Export fechou um acordo com os ministros de planejamento do país, Julio de Vido, e o ministro de Economia, Axel Kicillof, para a construção de uma Usina Hidrelétrica de Energia (UHE), a Chihuido I, na província argentina de Neuquén, sudoeste do país, aproximadamente mil quilômetros da capital argentina. A construção possui parceria das empresas latinas Helport Chediack, Panedile, Eleprint e Hidrelétrica Ameghino, e da empresa espanhola Isolux Engenharia.

Para o ministro de planejamento De Vido, a Rússia tende a investir no projeto aproximadamente 1,5 milhões de dólares no empreendimento no decorrer de 20 anos. O projeto gerará torno de dois mil empregos e a Usina Chihuido I terá quatro turbinas com capacidade total de 637 megawatts.

A construção de empreendimentos de energia renovável, como a Chihuido I, na região de Neuquén é um contraponto importante pelo potencial existente para a extração do gás de xisto por meio do fraturamento hidráulico, o popular “fracking”. A província localizada na região da Patagônia tem uma grande quantidade de petróleo e gás de xisto escondida no subsolo em uma formação rochosa chamada “Vaca Muerta” – considerada um dos maiores reservatórios do planeta.

A matriz energética Argentina tem uma grande dependência das fontes fósseis: segundo o Instituto Argentino de Petróleo e Gás (IAPG), 52% correspondem ao gás e 35% ao petróleo. No entanto, as reservas do país começaram a se esgotar e obrigaram o governo a importar as substâncias. Algo que compromete cerca de 10% do orçamento nacional. Por isso o potencial patagônico é uma “luz no fim do túnel” de caráter econômico para o país vizinho.

Ao mesmo tempo, porém, é necessário que se leve em consideração todos os efeitos contrários causados por essa prática. Além de ir contra a geração sustentável, o fracking ainda é perigoso pelo grande risco de poluição das águas subterrâneas e da atmosfera por meio dos fluídos tóxicos utilizados na extração.

Fonte: ABRAPCH